BAIRRO DE SAN VICENTE

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O Bairro de San Vicente estende-se desde o Cerro de San Vicente até ao Campo de San Francisco.
Nesta parte, muito próxima da Plaza Mayor, pode-se encontrar edifícios interessantes que continuam a mostrar a monumentalidade da cidade. Alguns deles pertencem à Universidade de Salamanca, como o Colégio Maior Fonseca, conhecido como Colégio dos Irlandeses, e o amplo Parque Arqueológico do Cerro de San Vicente, onde se localiza a origem da cidade.
Para oeste, o parque de San Francisco, a rua de las Úrsulas, a igreja da Vera Cruz para concluir no Palácio de Monterrey e a igreja de La Purísima, completam o percurso por praças e ruas tranquilas, nas quais o passeio permite contemplar vistas impressionantes da cidade.
A Cuesta de la Independencia recorda a presença francesa no início do século XIX, de onde se aprecia uma vista impressionante das torres da cidade, destacando a Real Clerecía de San Marcos e a Catedral de Salamanca.
Esta parte da cidade foi durante o século XVI, com o auge da Universidade, um ponto de atração para ordens religiosas e colégios que foram ocupando a parte alta do Cerro de San Vicente e seus arredores. Conventos, colégios maiores e casas de estudo transformaram a zona num espaço cheio de atividade intelectual e espiritual. A história deu outra reviravolta no século XIX com a Guerra da Independência e as desamortizações arrasaram muitos daqueles edifícios, deixando o bairro em ruínas. Sobre esses restos, no final do século XIX, assentou-se uma população humilde que construiu as suas casas com os materiais disponíveis, dando origem ao bairro de San Vicente–Los Milagros.

A recuperação definitiva chegou já no século XX, com a construção do Palácio de Congressos, a escavação do sítio pré-histórico e um plano de renovação urbana que devolveu ao monte o seu protagonismo. Hoje, San Vicente é um bairro central, moderno e cheio de história, onde o passado mais remoto convive com a modernidade.
A Batalha de Salamanca e a posterior explosão do paiol durante a Guerra da Independência deixaram o Bairro de San Vicente reduzido a escombros, passando a ser conhecido como Los Caídos.

Sobre aquelas ruínas começaram a surgir barracos e habitações precárias, onde viviam pessoas muito pobres, mendigos e prostitutas. Durante aproximadamente um século, foi um canto marginal e esquecido da cidade. Nos anos 30, muitas daquelas casas improvisadas converteram-se em bordéis e o bairro adotou o nome de Barrio Chino. Com o tempo, Salamanca chegou a ter um dos bairros de alterne mais conhecidos de Espanha. Havia locais muito conhecidos como Casablanca, Florida, Bar Sol ou Serrano. Neste ambiente cresceu o cantor Rafael Farina, que inclusivamente dedicou algumas das suas coplas a mulheres do bairro. Também o jornalista Juanes, outro vizinho da zona, deixou um valioso testemunho daquela época no seu livro "Los Milagros y sus gentes".

A partir dos anos 60 e 70, o bairro entrou em decadência. As casas estavam em mau estado, faltavam serviços básicos e a população era muito vulnerável. Nos anos 80, começou uma profunda renovação urbana. Foi construído o Palácio de Congressos, foi urbanizada a Vaguada de la Palma, e foram reabilitadas ruas e praças. O investimento foi enorme e permitiu que o antigo bairro marginal se integrasse finalmente na cidade.
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Bairro
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