Salamanca
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IGREJA DA VERA CRUZ

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A Igreja da Vera Cruz foi erguida pela irmandade penitencial de mesmo nome no século XVI e remodelada no século XVIII por Joaquín de Churriguera. É a única irmandade de Salamanca que possui um templo próprio. Ao entrar, a rica decoração barroca chama poderosamente a atenção, em contraste com a simplicidade do exterior. Toda a decoração da igreja, tanto por fora quanto por dentro, nos lembra a dupla invocação do templo à Santa Cruz e à Imaculada Conceição.

A igreja preserva um valioso patrimônio artístico, entre os quais se destacam o retábulo feito por Joaquín de Churriguera, um relicário que contém um fragmento da cruz de Cristo, e diversas imagens de grande relevância, como a Imaculada de Gregorio Fernández e A Dolorosa de Felipe del Corral. Além disso, a irmandade guarda alguns dos grupos processionais mais emblemáticos da Semana Santa de Salamanca.

A Vera Cruz é a única confraria de Salamanca que possui um templo próprio. Foi construído no século XVI seguindo o projeto realizado pelo arquiteto Rodrigo Gil de Hontañón. O interior é revestido por uma exuberante decoração barroca, fruto da remodelação realizada no século XVIII por Joaquín de Churriguera.

Desde o século XVI até o início do século XX, esta confraria teve o privilégio de ser a única entidade encarregada de organizar as procissões da Semana Santa em Salamanca. Atualmente, continua sendo uma das protagonistas dos desfiles processionais. Os grupos escultóricos que saem desta igreja são alguns dos mais antigos e emblemáticos da Semana Santa salmantina. Entre as peças de maior valor, destacam-se a Imaculada de Gregorio Fernández; o relicário do Lignum Crucis ou a imagem da Dolorosa realizada pelo escultor Felipe del Corral no século XVIII. Esta imagem possui uma capela própria anexada ao presbitério da igreja. Segundo a lenda, a imagem da Dolorosa foi levada a Salamanca em procissão desde Madrid, fazendo parada em cada povoado do caminho para esperar que a capela que lhe estava sendo preparada fosse concluída. A Dolorosa inicia as procissões da Semana Santa na Sexta-feira das Dores com o “Vía Matris”, que recorda as sete dores de Maria.

Um costume profundamente enraizado na Semana Santa salmantina é o de visitar os "passos" nos dias anteriores à sua saída processional. Nesta capela são muito populares duas figuras de sayones: Boca Ratonera e Culo Colorao. Ambos os personagens, representados com traços exagerados e grotescos, são exemplos do feísmo característico do barroco, utilizado para enfatizar a maldade ou vileza dos personagens negativos nas cenas da Paixão.

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Capela
Edifício religioso: Igrejas, conventos, mesquitas, sinagogas e templos
Igreja
Ponto de interesse turístico
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